Construindo
o Planeta Terra-Resumo
A
terra foi formada há 4.5 mil milhões de anos atrás.
O
Planeta Terra era formado por poeira e rochas.
Durante
milhões de anos a gravidade juntou rochas para formar o planeta Terra.
Há
4 mil milhões de anos a Terra, de perto, ultrapassava os 1200ºC. Não existia
ar, só dióxido de carbono, hidrogénio e vapor de água. O Planeta era uma esfera
de magma em erupção.
Um
planeta chamado Teia chocou connosco (só de raspão) e deformou a estrutura
Terrestre.
Após
isto a Terra foi “bombardeada” por asteroides durante cerca de 20 milhões de
anos. Pensa-se que devido a esta chuva de asteroides se terá formado as reservas
de água da superfície terrestre.
Setecentos
milhões de anos após a formação da terra, surgem à superfície da água vulcões
em erupção (uma espécie de “ilhas vulcânicas”).
A
Terra entra novamente num novo período de bombardeamento de asteroides que
trazem minerais, carbono e outros elementos que formam uma mistura de
substâncias químicas.
Devido
aos raios de sol não conseguirem penetrar mais que 300 metros abaixo do nível
médio das águas, começaram a formar-se os primeiros seres vivos, as cianobactérias, que eram formadas
apenas por uma célula.
Aos
3.5 mil milhões de anos formaram- se os estromatólitos.
Convertiam
raios de sol no seu alimento libertando assim o oxigénio no oceano.
O
oxigénio começa a transforma-se aos poucos em ferrugem
que se vai depositando, aos poucos, no fundo do oceano formando um depósito de
rochas ricas em ferro.
Há
dois mil milhões de anos, o nível de oxigénio continua a aumentar e à medida
que o planeta gira mais devagar, os dias vão ficando mais longos – durando 16
horas.
A
crosta terrestre divide-se em enormes placas.
O
núcleo da terra encontra-se em atividade tornando-se mais quente que a
superfície do solo.
Há
750 milhões de anos atrás, o calor começa a provocar a desfragmentação da
terra, enfraquecendo a crosta.
O
continente começa a dividir-se em dois. Esta atividade geológica deu origem a
um conjunto de vulcões que lançam dióxido de carbono na atmosfera, deixando a
terra cheia de gás e fumo.
O
dióxido de carbono começa a misturar-se com a água, formando as chuvas ácidas.
No entanto, não existia dióxido de carbono suficiente para bloquear o calor do
sol à volta do planeta.
Depois
deste período de calor intenso, a terra começou a congelar descendo a
temperaturas de -50ºC. Desta forma, quanto mais gelo houvesse mais luz solar
era refletida para fora do planeta, levando o gelo a espalhar-se mais
rapidamente.
Os
vulcões regressaram, libertando assim milhões de toneladas de dióxido de
carbono.
Antes
da era glaciar as rochas da terra absorveram a maior parte do gás.
Após
15 milhões de anos, o gelo começa a derreter. Acredita-se que durante o período
glaciar, o gelo “empurrou” a crosta para baixo. Agora, conforme ele vai
derretendo, a crosta volta a subir.
Quanto
mais vulcões existem mais se liberta dióxido de carbono provocando, assim o
aumento da temperatura.
Os
níveis de oxigénio aumentam rapidamente.
O
gelo produz o oxigénio através de uma serie de reações químicas. Enquanto o
planeta estava congelado, os raios ultravioletas do sol reagiram com as
moléculas de água no gelo para produzir uma substância rica em oxigénio.
Há
600 milhões de anos atrás, a atmosfera estava mais quente e os dias duram,
agora, cerca de 22h. Têm-se a condição perfeita para vida.
Há
540 milhões de anos atrás tínhamos um oceano cheio de oxigénio. As bactérias
primitivas evoluíram e uma grande parte delas sobreviveu à era glaciar.
Existiam
plantas e outros organismos pluricelulares por todo o lado.
O
aumento do oxigénio permitia que os organismos crescessem e desenvolvessem
esqueleto ósseo.
Estamos
na era do degelo. A vida dos oceanos começa a florescer. Passamos de bactérias
microscópicas a seres com uma certa dimensão (cerca de 60cm de comprimento).
Sob as ondas existem centenas de milhares de animais a vida começa a
proliferar.
Há
460 milhões de anos as placas começam novamente a movimentar-se. A temperatura
é de 30º e o nível do oxigénio está próximo daquele que existe hoje. Não
existem plantas nem seres vivos porque a radiação emitida pelo sol não deixa
desenvolver a vida.
Os
seres existentes debaixo dos oceanos não se conseguem desenvolver á superfície.
Quando a radiação se encontra com o oxigénio dá origem a um novo gás – o ozono.
Ao
longo de 120 milhões de anos, a camada de ozono vai ficando mais espessa,
impedindo que a radiação atinga a superfície terrestre.
Com
o tempo desenvolveu-se uma criatura marítima que se foi aproximando da terra,
usando as suas barbatanas consegue erguer-se e sair da água. Ao longo de 15
milhões de anos, e devido ao fato de a terra estar repleta de plantas, foram
desenvolvendo apêndices mais resistentes passando mais tempo fora da água.
A
partir do aparecimento desta primeira criatura vão evoluindo outras espécies,
tais como dinossauros, aves, mamíferos, até ao Homem.
Percorreu-se
um longo caminho desde as rochas e o pó até ao planeta cheio de plantas. Todo o
oxigénio produzido pelas plantas existentes permite que os seres vivos se vão
desenvolvendo e se tornando mais resistentes.
Existem
plantas que vão começando a morrer e que se vão depositando em camadas. Ao
longo de centenas de milhares de anos as rochas vão cobrindo essas camadas.
O
calor do centro da terra e a pressão das rochas sobrepostas vão transformar
essas camadas em minas de carvão.
Os
vulcões entram em erupção e empurram o magma para a crosta terrestre. A terra
torna-se “num inferno” e provoca uma extinção em massa dos seres existentes,
porque a cinza originada provoca a morte dos animais.
Os
oceanos começam a libertar gás metano que é muito mais mortal que o dióxido de
carbono. Até aqui o gás metano esteve congelado, mas conforme a temperatura
aumenta o gás começa a derreter.
Este
gás ao ser libertado na atmosfera aumenta ainda mais a temperatura, em cerca de
6ºC, mais do que antes das erupções.
Todas
as formas de vida são afetadas conduzindo à extinção, estimando-se que 95% das
espécies são dizimadas. As que sobreviveram, refugiam-se debaixo da terra.
Há
250 milhões de anos atrás o planeta fica quase sem vida.
Após
50 milhões de anos surge apenas um super continente chamado Pangeia. A partir daqui, as
temperaturas estabilizam, dando oportunidade a novas espécies de aparecer e
evoluir.
A
espécie dominante que irá “reinar” na terra, durante os próximos milhões de
anos, são os dinossauros. Estes animais evoluíram dos poucos répteis que
sobreviveram da extinção em massa. Os dinossauros repovoaram a terra.
No
entanto, a terra com as suas forças interiores começa a fazer sentir os
movimentos tectónicos de gigantescas placas.
Há
190 milhões de anos a pangeia separa-se e novos oceanos surgem. Bem como,
camadas de peixes e animais mortos que cobrem os leitos dos oceanos, que irá dar
origem ao petróleo e ao carvão dos nossos dias.
Há
65 milhões de anos um asteroide com mais de 10Km de extensão, viaja a mais
70.000Km/h em direção á terra e cai na península Yucatán, no México. Uma
enorme quantidade de energia é libertada e destrói tudo ao seu redor. Os raios
solares são bloqueados por nuvens de cinza. A vegetação e os animais morrem em
massa. Os dinossauros são extintos. No entanto, é uma oportunidade para os
mamíferos evoluírem.
Há
47 milhões de anos surgem os primeiros antepassados dos primatas.
Há
20 milhões de anos, os continentes e oceanos são formados como os conhecemos.
Há
4 milhões de anos surgem os primeiros sírios.
Há
1,5 milhões de anos surgem os primeiros hominídeos, o Homo Erectos.
Há
70 mil anos, uma alteração de clima que forçou a redução do nível do mar,
permitindo a passagem entre continentes dos primeiros Homo Sapiens.
Há
40 mil anos, a mudança na orbita terrestre força a entrada da terra na idade do
gelo. A era glacial durou até cerca de 20 mil anos atrás. A América foi
colonizada devido á baixa altura dos oceanos.